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Mais motos e conectadas

As motocicletas assumiram um papel de destaque com a chegada da pandemia de covid-19, em março de 2020.

Com as pessoas em casa, restaurantes e comércios em geral encontraram na agilidade das motos uma alternativa para continuar em funcionamento, realizando entregas de refeições e das mais variadas mercadorias. O movimento impulsionou a venda de motos naquele primeiro momento de isolamento social.

Mas, com a retomada das atividades e o avanço da vacinação no ano passado, as vendas se mantiveram em alta. O aumento no preço dos combustíveis e o temor das pessoas em se aglomerar no transporte público foram os fatores responsáveis pelo emplacamento de 1.157.369 motos e scooters, em 2021 – crescimento de 26,42%, em comparação ao ano anterior.

Curioso é que esse número poderia ser bem maior. Mas a crise logística internacional e a falta de insumos limitaram a produção nacional de motos e causaram longas filas de espera por novas motos nas concessionárias.

Como o preço dos combustíveis não deve baixar e a pandemia ainda está por aí, o viés de crescimento na produção e venda de motocicletas deve continuar neste ano, acreditam os especialistas. A Fenabrave, entidade que reúne os distribuidores de veículos no País, projeta aumento de 6,2% nas vendas de motocicletas em 2022.

“Nossos estudos apontam para o crescimento de todos os segmentos automotivos neste ano. Mas é claro que situações conjunturais podem afetar essas estimativas, considerando que a indústria ainda sofre com a falta de insumos e componentes eletrônicos, que estamos diante de uma economia turbulenta e iniciando um ano em que teremos eleições, que costumam criar um cenário de incertezas”, afirma José Maurício Andreta Júnior, presidente da Fenabrave.

Exceto pela falta de insumos e componentes, as motocicletas costumam “vender bem” em períodos de crise. Afinal, motos e scooters de baixa cilindrada, como a imensa maioria dos modelos mais vendidos no Brasil, são mais acessíveis do que os automóveis para grande parcela da população, além de econômicas. E não deve ser diferente neste ano.

MAIS “INTELIGENTES” E LIMPAS O mercado em alta estimula fabricantes a apresentarem novidades para disputar a preferência do consumidor que procura uma nova moto ou scooter. Já há diversos lançamentos no radar da indústria.

A Honda, líder do mercado com 76% das vendas, deverá ter quatro lançamentos para o ano que se inicia. Duas motos de alta cilindrada e duas scooters, segmento que se fortaleceu como opção de mobilidade urbana por sua facilidade de pilotagem.

Entre eles, destaque para a naked CB 1000R e a scooter X-ADV, pois ambas trazem um inédito sistema de controle de voz, desenvolvido pela marca, para que o motociclista consiga “navegar” pelo seu smar tphone enquanto pilota.

As vantagens vão da segurança de manter as mãos no guidão à possibilidade de usar aplicativos de navegação, com direções mostradas diretamente no painel. Uma boa notícia tanto para os motociclistas urbanos quanto para aqueles que viajam por aí.

Também devem desembarcar no País scooters de marcas luxuosas, como a BMW Motorrad, que prometeu entrar em um segmento no qual ainda não atua no Brasil. No exterior, a marca alemã já mostrou uma nova scooter de 400 cc e outro modelo elétrico.

Aliás, as elétricas também devem continuar ganhando espaço nas ruas, embora os grandes players do mercado não estejam apostando tanto assim na eletrificação da frota, por ora. Enquanto isso, empresas como a chinesa Niu, listada na Bolsa de Valores de Nova Iorque e que já abriu duas lojas no País para vender suas scooters elétricas, e a brasileira Voltz seguem investindo nas motos elétricas.

Além do bom momento do mercado de duas rodas, em 2023 entra em vigor a quinta fase do Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares (Promot).

Com isso, fabricantes e importadores deverão renovar sua linha de motocicletas e scooters, com novas gerações de modelos menos poluentes e mais inteligentes.

Fonte: O ESTADO DE S. PAULO
Editoria: ESTADÃO BLUE STUDIO

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